A maior barreira para trocar de software numa clínica dentária raramente é o preço — é o medo de perder anos de fichas, tratamentos e conta-corrente presos no programa antigo. É um receio legítimo, mas ultrapassável. Neste guia explicamos exatamente o que se migra, como se valida e porque é que 48 horas costumam bastar.

O que fica realmente preso no software antigo

Ao contrário do que se pensa, quase tudo o que importa é recuperável: dados demográficos dos pacientes, contactos, histórico de tratamentos, planos, saldos da conta-corrente, documentos emitidos e, na maioria dos casos, as imagens de raio-X. O que costuma exigir mais cuidado são os campos livres e as notas clínicas, por variarem muito de software para software.

Três caminhos para exportar os dados

Há sempre uma via de saída. A primeira é o SAF-T, que qualquer software certificado pela AT é obrigado a gerar — cobre a parte de faturação. A segunda é a exportação nativa do programa (CSV/Excel de pacientes e tratamentos). A terceira, para casos mais fechados, é a leitura direta da base de dados feita pela equipa de migração.

Como validar antes de desligar o antigo

A regra de ouro: nunca se desliga o sistema antigo antes de validar. Um bom processo entrega-lhe um relatório de migração com o número de fichas, consultas e documentos importados, para conferir contra o sistema original. Só quando os números batem certo — e a equipa está confortável — é que se faz a transição definitiva.

Porque é que 48 horas chegam

Com os dados exportados, o mapeamento e a validação são um processo estruturado e repetível. No SisDent tratamos a migração como um serviço incluído nos planos anuais — incluindo a migração já testada do NoviGest em clínica real — precisamente para tirar este peso das suas costas.

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